Jorram anos em termos de ar lúcido. Permaneço a pequenos fins, que de felizes, não têm absolutamente nada. Sou submetida a uma nostalgia que me entorpece continuamente. Reivindicar perante minhas diversas fugas da realidade está em manter no equilíbrio aquele corpo que por tempos sustentou uma alma jogada as traças, sobrevivente da “magia errada”. Agora somos apenas eu e o passado, emoldurados em quadros rivais, lutei com ele, para ele e por azar não o matei.
Há uma espada presa na cintura que desfigurou sentimentos amargurados de lembranças que sem querer colhi. Aquelas lágrimas que denunciam falsos sorrisos querem perpetuar e ridicularizar cortes já desfalecidos. Embora o cruzamento apareça, dele jamais irei me atirar. Por fim chega o tempo, com ele esvai se momentos difíceis e outros acontecem em menor intensidade. O mundo é um enigma preso a sete chaves no fundo do mar, um dia nos afogaremos e por si só, será desvendado. Enquanto isso sobrevivo sufocando ódio, derretendo tristeza e construindo superação. “Junte os velhos trapos e siga em frente, mesmo sem rumo, sem direção...”
Priscila Czysz
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