Uma doença que atinge 9 milhões de brasileiros, e é caracterizada pela mudança repentina de humor; esse é o transtorno bipolar. Chamado pelos médicos de ‘manina’, ela é um dos extremos de uma doença caracterizada por uma profunda instabilidade de humor, o qual oscila entre o estado de euforia intensa e o seu oposto, a depressão. É como se o portador do transtorno levasse uma vida dupla.
Para os portadores do transtorno bipolar, doença que há poucos anos era conhecida como psicose maníaco-depressiva, encontrar o equilíbrio entre as emoções radicais é quase impossível. Diferentemente de quem tem um humor saudável, quem sofre desse transtorno não costuma ser previsível nem responde com proporcionalidade aos estímulos. Uma estimativa, revela que 5% das pessoas tenham instabilidades de humor em algum grau.
INÍCIO
O problema geralmente inicia entre o final da adolescência e inicio da vida adulta, mas a meninada menor também, algumas vezes, é alvo. Segundo pesquisas do Hospital das Clinicas e da Universidade de São Paulo, em caso de estresse emocional ou abuso de drogas, os riscos ficam de quatro a cinco vezes maiores. Na infância, não raro, ele é confundido com o distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade, algumas crianças diagnosticadas assim, mas que não respondem ao tratamento, podem ter na realidade o transtorno bipolar.
CAUSAS
Sabe-se que essa doença em grande parte é determinada pelo histórico familiar. Uma criança que tem um dos pais com transtorno bipolar apresenta uma probabilidade de 15% a 20% de manifestar o mesmo problema. Transtorno bipolar, é um quadro complexo caracterizado por episódios de depressão, mania, ou hipomania e fases assintomáticas.
TRATAMENTO
Não há cura para o transtorno bipolar, mas como toda doença crônica, a bipolaridade é um mau controlável. A grande dificuldade é que muitos pacientes não sabem do próprio distúrbio. Outros, ainda pior, recebem o tratamento de forma errada. O tratamento visa o controle de episódios agudos e prevenção de novos episódios, com medicamentos específicos, porém, novos estudos estão sendo realizados para ampliar as possibilidades de tratamento. Outro fator que ajuda no tratamento contra o transtorno bipolar é o convívio social - faz parte da terapia por que o doente discute situações comuns a todos os portadores.
Medicamentos:
Em casos de bipolaridade, os remédios conhecidos como estabilizadores de humor são fundamentais para o tratamento do tipo 1 e para alguns casos do tipo 2, conhecida pelos médicos como uma forma mais moderada do transtorno. Qualquer que seja o tratamento, porém, o maior problema costuma ser a resistência do paciente em tomar os medicamentos. Um dos principais motivos são os efeitos colaterais. O lítio por exemplo, que ainda é uma das drogas mais usadas , pode provocar ganho de peso, tremores, aumento do apetite e retenção de liquido.
Medicamentos:
Em casos de bipolaridade, os remédios conhecidos como estabilizadores de humor são fundamentais para o tratamento do tipo 1 e para alguns casos do tipo 2, conhecida pelos médicos como uma forma mais moderada do transtorno. Qualquer que seja o tratamento, porém, o maior problema costuma ser a resistência do paciente em tomar os medicamentos. Um dos principais motivos são os efeitos colaterais. O lítio por exemplo, que ainda é uma das drogas mais usadas , pode provocar ganho de peso, tremores, aumento do apetite e retenção de liquido.
AS CELEBRIDADES E O TRANSTORNO BIPOLAR
Bipolaridade, depressão, álcool, drogas e anorexia, são alguns dos problemas que costumam aparecer na vida das pessoas. Essas doenças atingem muitas pessoas, e nem as celebridades do mundo todo escapam ou estão livres. Entre os mais comuns casos de celebridades com bipolaridade estão:
Britney Spears; enquanto a princesa do pop aos 28 anos, manteve o silêncio sobre possíveis especulações de problemas de saúde mental, e os rumores sobre um possível diagnóstico bipolar giravam em torno de Spears desde as fotos infames quando raspou a cabeça à toa em 2007. Em janeiro de 2008 a revista People sobre a capa de Spears se refere a "um provável transtorno bipolar", e nela, em Santa Monica, na Califórnia, o psiquiatra disse que as ações sugeridas a Spears eram de "comportamento bipolar clássicos, incluindo hipersexualidade, fraco julgamento e impulsividade.
Jim Carrey; Comediante por excelência, o ator é conhecido por seus papeis humorísticos onde consegue, a maior parte do tempo, fazer rir, mas nem tudo é divertido em sua vida pessoal. Jim sofre de bipolaridade, o que faz com que ele tenha diversas mudanças repentinas de humor e que provocam problemas no casamento, família e inclusive na carreira.
Ben Syiller; É um dos atores cômicos mais aclamados da atualidade, mas poucos sabem que ele toma medicamentos diariamente para o tratamento do transtorno bipolar. A doença foi detectada há anos atrás. Ben declarou que tem seguido adiante graças ao apoio de sua esposa.
VIDA NORMAL
Descobrir a doença e controla - lá o quanto antes, é fundamental para se ter uma vida normal como qualquer outra pessoa. Porém fica um alerta: as oscilações de humor podem ser trágicas. Uma depressão prolongada, muitas vezes é o estopim de uma tentativa de suicídio. No outro extremo, o das manias, algumas semanas de crise são suficientes para pôr toda uma vida a perder. Relações sérias são desfeitas e o dinheiro economizado em anos, torrado em poucos dias. Mas não precisa ser assim. Procure um médico, psicólogo ou terapeuta regularmente. Não faz mal, muito ao contrário, faz bem pra você e pra todos a sua volta.
Felipe Souza

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