Havia uma estrada nela todos passavam, mas ninguém ali se ajustava, talvez porque a estrada era longa e fria, o caminho cheio de buracos e placas apontando o destino derrubadas. A noite chovia mais do que o normal e não havia nenhum refugio, onde alguém pudesse parar pra se encostar.
De manhã o sol nascia atrás de algumas arvores secas, não fazia calor, o dia todo era frio e o vento soprava forte. Muitos viajantes já tinham a visitado, alguns deixaram pelo caminho seus pertences outro só fizeram dela uma estrada mais rustica e batida, alguns aventureiros passaram, mas poucos aguentaram a confusão de placas e os buracos repentinos do caminho.
Porém um viajante muito esperto que resolveu encará-la no começo foi difícil, ele quase chegou a desistir, a estrada era longa e as malas pesadas o sol nunca saia e a agonia de nem estar próximo ao fim aumentava, mas o viajante não desistiu resolveu que seria mais fácil consertar ela ao decorrer do caminho e todo aquele peso da mala foi diminuindo.
Ao tapar os buracos, e pregar novas placas ele foi percebendo que o sol já brotava mais perto, ao recolher as pedras ele foi observando que o vento forte amenizava. O menino então criou um refugio para continuar a percorrer a longa estrada. Um dia onde fazia muito, muito frio ele teve a expendida ideia de armar uma fogueira, ao acender a pequena chama para proteger-se do frio ele notou que o sol nasceu que o vento parou, que todo aquele frio tinha amenizado, agora fazia calor, o sol brilhava mais forte e as noites se tornaram um pouco menos frias. Logicamente ainda chove alguns dias naquela estrada.
O viajante não chegou ao fim da tão famosa estrada, porque ela é infinita, mas mesmo assim decidiu se instalar ali. Quer saber que estrada é essa? É uma estrada longa complicada confusa, mas que para ele valeu total a pena ter arriscado caminhar nela, aquela fogueira no meio a tempestade que parecia tão boba e pequenininha explodiu em fogo, e esse fogo repercutiu-se em amor, sem perceber o corajoso viajante, consertou lentamente o coração daquela solitária menina.
O viajante não vai chegar ao final da estrada, mas pode ter certeza que mesmo sem estar perto do fim ele já mudou completamente ela.
Camila Marques
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